domingo, 5 de abril de 2015

Capitulo XVI

Os dois partem a caminho das misteriosas montanhas cor-de-rosa deixando para trás o local onde chegaram ainda a poucos intentes. A porta que os trouxe até ali já não se encontra mais lá. Nunca esteve presente deste lado. Nunca existiu, é como se eles tivessem sido tele-portados para lá como por magia. OS dois caminham lentamente sobre o solo. Seus pés pousam num terreno suave. Quase como se fosse terra, mas a terra não é daquela cor. Nem é tão macia. Com o peso dos seus corpos o chão abaixa a cada passo que eles dão, assim que seguem em frente volta a subir, mantendo a forma inicial. Se apercebendo disso ela começa a dar saltos. Seu corpo levita no ar por segundos e volta a cair. o chão desce, voltando a subir rapidamente, fazendo o seu corpo saltar novamente. Agora sem ela contar, ao voltar a cair não se consegue equilibrar. Cai primeiro com os braços e depois segue o resto do seu corpo. O Peixe-Esqueleto com um ar preocupado se abaixa para oferecer a sua barbatana para a ajudar a se levantar. Mas antes que ela tenha a oportunidade de estender a barbatana ela sente algo ainda mais estranho vindo do chão. Possui um cheiro que não sente a anos. Um cheiro tão familiar que quase jurar que é comestível. Com os seus dedos presos ao chão misterioso. Os junta na tentativa de conseguir uma pequena amostra para o examinar melhor. Talvez pedir a opinião ao Peixe-Esqueleto que nas ultimas duas vezes tinha sido uma ajuda tão útil. Mas que desta sem ela saber o porque se encontra tão calado. Agarra num pedaço do chão, tanta o arrancar. Puxa, Puxa, mas conto mais ela puxa mais ele se estica como se fosse um elástico.
- Ajuda-me a puxar este bocado. Esta a ser mais teimoso que a minha mãe as vezes.
As palavras prenunciadas por ela deixam um sorriso sinistro no rosto do Peixe-Esqueleto . Principalmente a palavra mãe como se despertasse algo dentro dele. Algo que ele esta a esconder dela. Claro que ela não se apercebe do seu sorriso, esta demasiado concentrada na tarefa que parece ser impossível até que ele finalmente deita os dentes ao pedaço do chão e começa a puxar. Os dois puxam juntos, até que o Peixe-esqueleto sente seus dentes cravarem no solo. Não sente dor, sente algo doce. Os seus dentes continuam cravando cada vez mais até que arrancam um bocado do misterioso solo doce. Leva as suas barbatanas a boca para o tirar. Mas a meio do percurso o resolve começar a mastigar.
É visível o pedaço de solo na sua boca sendo mastigado, desaparecendo aos poucos. As suas expressões enquanto o fazem são de quem se esta a deliciar.
- Que nojo. Tu estas a comer isso?
Não obtém resposta para a sua pergunta de resposta óbvia. Ele continua a mascar e não se deve responder com a boca aberta. Em vez de responder com palavras. Responde juntando as barbatanas no resto de solo que ela tem nas mãos e puxando com toda a sua força. Puxa, Puxa até que consegue arrancar um pouco e lo tenta meter na boca. Ela rapidamente lhe dá uma palmada na barbatana. Atirando o bocado de solo ao chão.
- Mas tu estas louco? - Pergunta ela - Eu não vou comer isso. Até pode ser comestível para peixes, mas não para mim.
Após mais algumas dentadas a boca do Peixe-Esqueleto se encontra finalmente vazia e apta para lhe desvendar o mistério. Primeiro volta a pegar no bocado do solo que ela lhe deitou a chão.

- Podes comer. isto não é terra, é um enorme marshmallow colorido. 

Capitulo XV

A menina é a primeira a passar porta, seguida do Peixe-Esqueleto. A paisagem é algo que não se descreve em palavras, ou se ilustras com tintas. É algo que na imaginação dos seus viajantes. A paisagem que os espera do outro lado da porta é diferente de todo aquilo que ela esperava. Mas antes de enxergar o mundo que se encontra a sua frente olha para suas mãos. Agora maiores e com uma pele cheia de rugas. Não é mais uma pequena menina de seis anos. Agora é uma idosa de idade com uma idade que ela não consegue perceber . Sua pele branca e delicada foi trocada por uma nova, mais parecida as escamadas de uma cobra no fim do seu ciclo. Não consegue enxergar o seu rosto. Ali existem milhares de coisas novas e maravilhosas mas nenhuma delas é um espelho. Ao seu lado o Peixe-Esqueleto esse mantém o seu aspecto. Apenas uma pequena diferença no seu rosto. Onde no outro lado da porta ficavam os seus olhos negros, agora residem uns olhos castanhos. A cor de seus olhos, o preço a pagar pela passagem. Neles consegue ver o seu reflexo. O seu rosto envelheceu décadas como nunca antes tinha imaginado. Seus cabelos são mais curtos e branco como a neve das montanhas mais altas. Sobe suas mãos até ao seu rosto. O acariciando, descobrindo um novo toque. Experimenta suas pernas com um pequeno passo em frente. E sorri. Sorri, porque ainda se encontra livre. Apenas foi seu corpo que envelheceu, sua alma continua jovem como sempre e tem um novo mundo inteiro para descobrir. Mas antes que o possa fazer é interrompida pelo Peixe-Esqueleto agora com uma maior expressão facial devido a nova cor de seus olhos. Olhando para o rosto dela. Vendo um corpo que ele mal reconhece a sua frente. Vendo a cor antiga dos seus olhos negros nos olhos dela. Não consegue perceber porque ela sorri. Quando lhe aconteceu ele chorou tanto que não quis mais ficar ali.
- Porque sorris? Teu corpo envelheceu. Toda a sua beleza e inocência se perdeu. Estas a deslumbrar um futuro que todos tentam evitar que ele chegue. Se quiseres podemos passar por uma nova porta. Pode-mos encontrar algo mais belo e encantador para tu usares.
Ele não percebe. Ela sabe que ele nunca vai perceber. Ele apenas deseja ficar mais completo a cada passo enquanto ela não importa o preço que paga apenas quer poder andar, sorrir, saltar, falar. Falar, sim ela pode falar mas ainda não o fez. Achou que está na hora de voltar a ouvir a sua voz. Ou melhor descobrir como a sua voz vai suar no futuro. Assim é esta voz que vai usar para se despedir dos seus entes criados e agradecer ao simpático ceifeiro que for designado para a vir buscar quando a hora chegar. Então pela primeira vez em muitos anos ela volta a falar. No inicio não são palavras que saem da sua boca. Apenas sons e ruídos estranhos. Testando se pode mesmo falar. Assim que se apercebe que sim. Fala suas primeiras palavras.

- Porque não haveria eu de sorrir meu amigo? Estamos rodeados de coisas imagináveis e impossíveis. Tantas coisas novas para descobrir e provar. Anda vamos descobrir o que são aquelas montanhas cor-de-rosa lá ao fundo. A porta pode esperar para mais logo. Anda.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Capitulo XIV

Começa gentilmente retirando-lhe a roupa. Peça de tecido após peça, desfilando em queda livre até embater no chão frio, onde ficam a repousar. Umas por cima das outras, pela a ordem cronológica em que forram tiradas. Até que o seu corpo se encontre finalmente despido. Sua pele branca como a ceda, suave e macia. Volta a abraçar seus braços em volta do corpo agora despido. O elevando com extremo coitado. Um, dois passos e volta a descer. Primeiro são os pés que se encontram "pendurados". Eles mergulham por entre as nuvens de espuma, entrando na agua. O nível da mesma se eleva com a entrada de suas pernas. Seguido das mãos que agarram. Até que seu corpo se encontra quase todo submerso em agua. Seu pescoço e cabeça ficam apoiados numa almofada para para maximizar o conforto. Um dos seus braços fica evitando que ela escorre e mergulhe completamente para dentro de agua. O outro pega na esponja. A esponja com ajuda da mão percorre o corpo. Até que sem se aperceber algo acontece. Algo que demora apenas segundos. Seu corpo começa a deslizar. Não lentamente, algo rápido e feroz como um ataque que não tem tempo de reacção. Seus pés deslizam até ao fundo, seu tronco os segue como um comboio. Sua cabeça fica submersa, com os seus cabelos subindo como se fossem raízes de uma planta aquática. Perante aquele visão de terror mas ao mesmo tempo tão pacifica. O seu corpo não combate o que esta acontecer, não o consegue fazer. Mas em sua visão, ele aceita o que esta acontecer, por isso que se deixa ficar imóvel como uma pedra que naufraga num riacho. Ninguém a culparia, seria um acidente. Acidente acontecem todos os dias. Finalmente teriam paz, a paz que ambas merecem. Sua filha esta morta para todos os efeitos. Ali na sua banheira é apenas uma carcaça, um constante relembre que falhou como mãe. Que não consegui-o fazer o seu trabalho mais importante de qualquer pai, proteger o seu bem mais preciso. A sua amável, querida filha. Seria um fim pacifico para as duas. Seria...
O pequeno pato de borracha laranja. Um pequeno ser de plástico, sem vida ou algo que é incapaz de se afogar ou sentir dor. Ele seria a única testemunha do seu milagre, não crime. Não havia nenhum crime em quer o que era melhor para si. Não havia nenhum crime em por a si primeiro depois de tantos anos a por os outros. Primeiro o que as pessoas vizinhas e seus pais pensavam se o abandonasse. Depois o que seria da sua filha se cresce sem o seu pai. Apenas um vez na vida seria o seu prémio que os Deuses lhe prometeram. A única coisa entre ela e seu prémio é um pequeno pato de borracha laranja. Olhando em seu redor, descobrindo mais testemunhas. Testemunhas sem alma ou fala. Paredes que se erguem em seu redor, tenhas que abrigam seu corpo, escadas que facilitam seu movimento. Todo que sempre esteve ao seu lado durante o tempo todo. Testemunhas sem alma, incapazes de sentir amor. Mas cheias de memorias, sorrisos, juras de amor. Testemunhas que são um verdadeiro livro de memorias de alegrias que passou ao lado da sua filha. Os acontecimentos descritos em velocidade normal em sua cabeça atingem a velocidade da luz. Sãos uma tempestade de pensamentos que atinge seu coração durando apenas alguns segundos. O corpo submerso de sua filha fica marcado nos seus olhos e a sua decisão foi tomada. Seus braços mergulham a enorme velocidade resgatando o corpo submerso de volta a tona, onde ele pertence. O abraça fortemente, as lágrimas que caem de seus olhos se misturam com as gotas de agua que decorrem pelo corpo das duas. Tornando impossível as destingir, ou as numerar.
Salvas pelo uma pequeno pato de borracha. Mas a sua alma, a sua força esta a se perder com o passar dos dias. Dias que aos poucos a consumem, até que um dia não vai deixar nada para a recolher como a mulher que era no passado. Nos seguimos as areias do deserto até ao momento conhecido por nos. O momento que a noite volta a cair e viajamos novamente com ela para o outro lado.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Capitulo XIII

De volta ao quarto de pé a beirada da cama onde se encontra sua filha deitada. Tenta passar seus braços por baixo dela, para facilitar o levantamento da mesma. Primeiros seus dedos que deslizam entre os lençóis e o pijama como se fossem uma cobra deslizando na areia. Depois seus braços. Até que começa a puxar lentamente o peso morto para a beira da cama. Após algumas tentativas consegue o seu objectivo. A sua respiração aumentou juntamente com o bater do seu coração. As suas forças não são que eram nos dias do passado. Agora seu corpo é frágil, quase sem nenhuma utilidade. Apenas mais uma velharia de um mundo passado. Agora chega a parte mais difícil a levantar no ar. Podia puxar a cadeira de rodas até a sua beira o que facilitava o transporte até a casa de banho, mas prefere a levar elevada em seus braços. É a única parte do dia em que a sente ali com ela. Que sente o batimento do seu coração. Um bater automático que lhe relembrar que ela continua viva. Que a relembra que ainda há esperança. Ainda a alguns dias atrás ouviu na radio que cada vez mais há pessoas a voltarem a si. Por isso ainda há esperança para ela. Quem ama será sempre recompensado. É assim que ela gosta de pensar. Não abandonou os antigos Deuses como a maioria das pessoas o fez após o desastre ter ocorrido. Não ela ainda se devotou mais a eles. Agora mais do que nunca lhe suplica pela sua ajuda. Mas agora como sempre nunca obtém uma resposta vinda de eles. Não encara sendo um sinal que prova a sua não existência. Encara como ainda não sendo digna da atenção dos seus criadores. Seus joelhos dobram e seus braços mais firmes do que nunca começam a levantar no ar o corpo da menina. Os fechando como se fossem um concha fazendo o corpo repousar contra o seu. O seu longo cabelo cai-lhe por costas e sua cabeça encostada em seu ombro. Consegue sentir a sua respiração contra sua pele. Consegue sentir a vida vinda do seu corpo, mas não a consegue ver. Passo após passo. Passos lentos e pesados que fazem o chão tremer com o peso provocado pelas duas. Ecoam pela porta até ao corredor. Do corredor até a porta da casa de banho. Se encosta um pouco a parede. Tentado recuperar um pouco do fôlego. Respirar fundo, uma, duas, três vezes e continuar caminhando até chegar a uma velha cadeira modificada para conseguir a sentar sozinha sem que ela cai abaixo. Os seus braços voltam a descer lentamente, com muito cuidado como quem pousa um copo de cristal com medo de o partir a pousa na cadeira. A enorme nuvem de espuma agora já se partiu em muitas nuvens mais pequenas e entre elas se pode ver o pequeno pato laranja.
- Olha o teu pato! Olha...
As lágrimas tomam posse dela. Caindo sobre o seu rosto, o lavando, até fazem o salto do seu rosto para o pijama da filha onde se perdem entre o tecido. Mas algo mais profundo se junta as lágrimas. Algo que nasce de segredos escondidos em seu coração e são projectados em formas de gritos.
- Porque não olhas? Olha para o raio do pato. Porque não olhas?...
Agora com as ultimas palavras perdendo a intensidade de grito para palavras de dor. Deixando sua cabeça cair sobre o corpo da filha. Chorando mais do que um tempestade, a abraçando com mais força de que as raízes de uma árvore.

- Desculpa. Por favor de desculpa. Eu sei que estas ai dentro. Eu sei que vais voltar para mim. Eu não queria gritar contigo. Por favor me desculpa...

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Capitulo XII

Agora com o corpo complemente dentro se dirige até a velha banheira branca com tinta descascada. Leva o seu tempo para se sentar na beira. Agora que estende o seu braço em direção as duas torneiras. Dedos entrelaçados nas torneiras de metal e roda a primeira vez. A agua começa a cair lentamente na banheira. Primeiro uma gota solitária, que cai em queda livre das alturas. Uma viagem até a sua morte que leva menos de dez segundos. Assim que cai o som produzido por sua queda é solitário, quase que mudo. O seu corpo se desfaz e corre até ao buraco mais próximo se perdendo de vista. Logo atrás de seguem mais gotas, demasiadas para se conseguirem numerar. Um fio delas como se fossem um cordão de prata dos mais finos caindo, criando constante ruído. Criando um pequeno regato de aguar até ao buraco. Não demora muito para o caudal do cano se encher por completo e o pequeno cordão de prata se transforma numa espectacular cascata de agua. Caindo das alturas sem parar, até ao seu encontro. Agora o seu outro braço parte da direção oposta em direção ao ponto de encontro do pequeno rio que já se formou dentro da banheira. Pelo caminho, na beira da banheira pega um pequeno objecto preto feito de borracha que segura entre os seus dedos. A mão começa a sua descida até ao fundo onde suavemente pousa o objecto no buraco. Agora a agua se encontra aprisionada sem ter para onde fugir. Aos poucos o pequeno rio, começa a se transformar num lago. De um lago num mar, até que alcança a magnitude de um pequeno Oceano. A agua cresce em todas as direcções. A outra mão se põem debaixo da cascata interrompendo o cair prefeito dela. Apesar de sentir a alta temperatura da agua em sua pele, não reage. A deixa ficar por mais alguns segundos, como se gostasse de sentir a aquela dor. A dor que por breves momentos a faz esquecer de todo o resto e se concentrar apenas ali naquele momento que deve retirar a mão. Assim o faz, a desviando para o lado, subindo em direção a outra tornei que abre ainda mais. Agora são duas cascatas enchendo um Oceano de agua. Este ritual leva alguns minutos. Antes de o terminar deita novamente a sua mão a agua. Mas desta vez dentro da banheira . A agua se encontra num estado prefeito de temperatura. Baloiçando o seu braço de frente para trás criando pequenas ondas no Oceano contido pelo ferro da banheira. Para lhe dar mais um pouco de vida pega no pequeno pato de borracha laranja. Inicialmente ele era amarelo como todos os outros, até que um dia a sua filha encontrou uma lata de tinta azul na sua garagem e decidiu lhe dar uma nova roupa. O pequeno pato se senta flutuando na agua calmamente até que as ondas o atingem e o levam a fazer um pouco de "surf". Usando aquele momento como um pequena fuga do que vem a seguir. Usa a mão para criar um pequeno remoinho na agua. Criando um Oceano bravo, uma pequena tempestade de ondas que se embatem contra o pequeno pato. Um pato que relembra as embarcações viking desafiando as tempestades. Deixando o pato ao seu destino durante a tempestade por ela criada se levanta. Em sua frente na prateleira que se encontra na parede pega um grande frasco de gel de banho. Que se põem nas pontas dos pés para o conseguir agarrar. Um dos pés escorrega no chão molhado, efeito provocado pelo seu remoinho. Rapidamente larga o frasco de gel de banho para deitar a mão a parede, evitando a sua queda. Mas em resultado nasce a queda do gel de banho. Que cai violentamente dentro da agua. A sua queda faz com que agua salte mais alto. Alto o suficiente para a molhar. E mais uma vez o pequeno pato tem que enfrentar a turbulência da agua. O frasco desce rapidamente até ao fundo como uma navio naufragado. Irritada com todo que acabou de acontecer e todo que lhe tem acontecido na vida começa a gritar. Cindo de joelhos no chão. Sem se aperceber que se esta a molhar ainda mais. Ela entra num estado de fúria digno de um furação enquanto a sua frente a agua se encontra tranquila. Irritada e sem quer perder mais tempo mergulha a mão dentro da banheira resgatando o gel de banho. Agora resgatado o abre deixando o seu conteúdo cair sobre a agua em baixo. Voltado a repetir o remoinho na agua transformando a agua em espuma. Espuma que cobre toda a banheira fazendo o pequeno pato desaparecer. Sai rapidamente pela porta de volta ao corredor.