quarta-feira, 1 de abril de 2015

Capitulo XII

Agora com o corpo complemente dentro se dirige até a velha banheira branca com tinta descascada. Leva o seu tempo para se sentar na beira. Agora que estende o seu braço em direção as duas torneiras. Dedos entrelaçados nas torneiras de metal e roda a primeira vez. A agua começa a cair lentamente na banheira. Primeiro uma gota solitária, que cai em queda livre das alturas. Uma viagem até a sua morte que leva menos de dez segundos. Assim que cai o som produzido por sua queda é solitário, quase que mudo. O seu corpo se desfaz e corre até ao buraco mais próximo se perdendo de vista. Logo atrás de seguem mais gotas, demasiadas para se conseguirem numerar. Um fio delas como se fossem um cordão de prata dos mais finos caindo, criando constante ruído. Criando um pequeno regato de aguar até ao buraco. Não demora muito para o caudal do cano se encher por completo e o pequeno cordão de prata se transforma numa espectacular cascata de agua. Caindo das alturas sem parar, até ao seu encontro. Agora o seu outro braço parte da direção oposta em direção ao ponto de encontro do pequeno rio que já se formou dentro da banheira. Pelo caminho, na beira da banheira pega um pequeno objecto preto feito de borracha que segura entre os seus dedos. A mão começa a sua descida até ao fundo onde suavemente pousa o objecto no buraco. Agora a agua se encontra aprisionada sem ter para onde fugir. Aos poucos o pequeno rio, começa a se transformar num lago. De um lago num mar, até que alcança a magnitude de um pequeno Oceano. A agua cresce em todas as direcções. A outra mão se põem debaixo da cascata interrompendo o cair prefeito dela. Apesar de sentir a alta temperatura da agua em sua pele, não reage. A deixa ficar por mais alguns segundos, como se gostasse de sentir a aquela dor. A dor que por breves momentos a faz esquecer de todo o resto e se concentrar apenas ali naquele momento que deve retirar a mão. Assim o faz, a desviando para o lado, subindo em direção a outra tornei que abre ainda mais. Agora são duas cascatas enchendo um Oceano de agua. Este ritual leva alguns minutos. Antes de o terminar deita novamente a sua mão a agua. Mas desta vez dentro da banheira . A agua se encontra num estado prefeito de temperatura. Baloiçando o seu braço de frente para trás criando pequenas ondas no Oceano contido pelo ferro da banheira. Para lhe dar mais um pouco de vida pega no pequeno pato de borracha laranja. Inicialmente ele era amarelo como todos os outros, até que um dia a sua filha encontrou uma lata de tinta azul na sua garagem e decidiu lhe dar uma nova roupa. O pequeno pato se senta flutuando na agua calmamente até que as ondas o atingem e o levam a fazer um pouco de "surf". Usando aquele momento como um pequena fuga do que vem a seguir. Usa a mão para criar um pequeno remoinho na agua. Criando um Oceano bravo, uma pequena tempestade de ondas que se embatem contra o pequeno pato. Um pato que relembra as embarcações viking desafiando as tempestades. Deixando o pato ao seu destino durante a tempestade por ela criada se levanta. Em sua frente na prateleira que se encontra na parede pega um grande frasco de gel de banho. Que se põem nas pontas dos pés para o conseguir agarrar. Um dos pés escorrega no chão molhado, efeito provocado pelo seu remoinho. Rapidamente larga o frasco de gel de banho para deitar a mão a parede, evitando a sua queda. Mas em resultado nasce a queda do gel de banho. Que cai violentamente dentro da agua. A sua queda faz com que agua salte mais alto. Alto o suficiente para a molhar. E mais uma vez o pequeno pato tem que enfrentar a turbulência da agua. O frasco desce rapidamente até ao fundo como uma navio naufragado. Irritada com todo que acabou de acontecer e todo que lhe tem acontecido na vida começa a gritar. Cindo de joelhos no chão. Sem se aperceber que se esta a molhar ainda mais. Ela entra num estado de fúria digno de um furação enquanto a sua frente a agua se encontra tranquila. Irritada e sem quer perder mais tempo mergulha a mão dentro da banheira resgatando o gel de banho. Agora resgatado o abre deixando o seu conteúdo cair sobre a agua em baixo. Voltado a repetir o remoinho na agua transformando a agua em espuma. Espuma que cobre toda a banheira fazendo o pequeno pato desaparecer. Sai rapidamente pela porta de volta ao corredor. 

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