Os dois partem a caminho das misteriosas
montanhas cor-de-rosa deixando para trás o local onde chegaram ainda a poucos
intentes. A porta que os trouxe até ali já não se encontra mais lá. Nunca
esteve presente deste lado. Nunca existiu, é como se eles tivessem sido
tele-portados para lá como por magia. OS dois caminham lentamente sobre o solo.
Seus pés pousam num terreno suave. Quase como se fosse terra, mas a terra não é
daquela cor. Nem é tão macia. Com o peso dos seus corpos o chão abaixa a cada
passo que eles dão, assim que seguem em frente volta a subir, mantendo a forma
inicial. Se apercebendo disso ela começa a dar saltos. Seu corpo levita no ar
por segundos e volta a cair. o chão desce, voltando a subir rapidamente,
fazendo o seu corpo saltar novamente. Agora sem ela contar, ao voltar a cair
não se consegue equilibrar. Cai primeiro com os braços e depois segue o resto
do seu corpo. O Peixe-Esqueleto com um ar preocupado se abaixa para oferecer a
sua barbatana para a ajudar a se levantar. Mas antes que ela tenha a
oportunidade de estender a barbatana ela sente algo ainda mais estranho vindo
do chão. Possui um cheiro que não sente a anos. Um cheiro tão familiar que
quase jurar que é comestível. Com os seus dedos presos ao chão misterioso. Os
junta na tentativa de conseguir uma pequena amostra para o examinar melhor.
Talvez pedir a opinião ao Peixe-Esqueleto que nas ultimas duas vezes tinha sido
uma ajuda tão útil. Mas que desta sem ela saber o porque se encontra tão
calado. Agarra num pedaço do chão, tanta o arrancar. Puxa, Puxa, mas conto mais
ela puxa mais ele se estica como se fosse um elástico.
- Ajuda-me a puxar este bocado. Esta a ser
mais teimoso que a minha mãe as vezes.
As palavras prenunciadas por ela deixam um sorriso
sinistro no rosto do Peixe-Esqueleto . Principalmente a palavra mãe como se
despertasse algo dentro dele. Algo que ele esta a esconder dela. Claro que ela
não se apercebe do seu sorriso, esta demasiado concentrada na tarefa que parece
ser impossível até que ele finalmente deita os dentes ao pedaço do chão e
começa a puxar. Os dois puxam juntos, até que o Peixe-esqueleto sente seus
dentes cravarem no solo. Não sente dor, sente algo doce. Os seus dentes
continuam cravando cada vez mais até que arrancam um bocado do misterioso solo
doce. Leva as suas barbatanas a boca para o tirar. Mas a meio do percurso o
resolve começar a mastigar.
É visível o pedaço de solo na sua boca sendo
mastigado, desaparecendo aos poucos. As suas expressões enquanto o fazem são de
quem se esta a deliciar.
- Que nojo. Tu estas a comer isso?
Não obtém resposta para a sua pergunta de
resposta óbvia. Ele continua a mascar e não se deve responder com a boca
aberta. Em vez de responder com palavras. Responde juntando as barbatanas no
resto de solo que ela tem nas mãos e puxando com toda a sua força. Puxa, Puxa
até que consegue arrancar um pouco e lo tenta meter na boca. Ela rapidamente
lhe dá uma palmada na barbatana. Atirando o bocado de solo ao chão.
- Mas tu estas louco? - Pergunta ela - Eu não
vou comer isso. Até pode ser comestível para peixes, mas não para mim.
Após mais algumas dentadas a boca do
Peixe-Esqueleto se encontra finalmente vazia e apta para lhe desvendar o
mistério. Primeiro volta a pegar no bocado do solo que ela lhe deitou a chão.
- Podes comer. isto não é terra, é um enorme
marshmallow colorido.
Sem comentários:
Enviar um comentário