quinta-feira, 26 de março de 2015

Capitulo VI

Se levanta caminhando, arrastando os velhos sapatos pelo chão. Como se seus pés fossem duas cobras a rastejar. Se dirige até ao escuro da despensa. Sem hesitar leva a sua mão para dentro. Aos poucos se perde de vista na escuridão que reina na dispensa. Um local frio e escuro como as noites de inverno devem ser. Passado alguns segundos a mão volta para a luz intacta. Carregando alguns legumes que outrora foram mais frescos. Volta a se arrastar, agora em direção do balcão de mármore. Sente-se os legumes caírem com descuido sobre a pedra. Como se estivem a ser condenados por um crime que não cometeram. Mas o juiz não quer saber, apenas quer castigar alguém pelo crime. Seus joelhos se dobram. Os ossos mostram sinais de cansaço. Gritam entre si, mas ninguém consegue ouvir os seus gritos por ajuda. O embater dos dedos contra madeira de um pequena porta que não tarda em se abrir. Mais uma vez a mão se aventura em território desconhecido Como se fosse um pequeno herói das historias que sua mãe lhe contava quando era pequena. Historias que mais tarde contou a sua filha. Historia que agora não habitam mais seus pensamentos. O pequeno herói voltar a sair intacto da sua missão. Desta vez com uma pequena panela de ferro. Apesar do seu tamanho reduzido o seu peso é extenso. O que leva ao auxilio da outra mão. Agora bem segura a levanta. Voando como um super-herói. Como aqueles dos quadradinhos que lhe as tias distantes lhe ofereceram num natal passado. Aquelas tias que todo mundo tem que nem sabiam que sua filha existia. Quanto mais que era uma rapariga e não um rapaz. Aqueles superes que são indescritíveis, que nada os consegue quebrar. Fábulas dos tempos modernos. Se ouve o som de dois titans em choque. Ferro contra ferro. Panela pousando no fogão. Um pouco de agua e os legumes se juntam lá dentro. Um fosforo acende-se. Indo rapidamente em direção a boca do fogão com medo de queimar seus dedos. O testo por cima aprisionando os legumes. Passado uns minutos se consegue ouvir a sua angustia sendo cozidos na agua a ferver. Sem que ninguém os consiga salvar. Não tarda muito para a cozinha se encher com o seu típico cheiro quase comestível. Até que o fogo do fogão se extingue. O testo sobe e o vapor aprisionado é libertado na atmosfera. Os legumes agora já cozinhados, mas ainda em estado solido são retirados para outro recipiente onde vão encontrar as laminas já pouco afiadas varinha. O que se segue relembra um batalha onde as tropas são esmagadas pelo o inimigo. Até que o resultado é um liquido de uma cor meio que verde.


Deixa a repousar. Aproveitando para sair pela primeira vez de hoje pela porta principal da casa. Primeiro o pé esquerdo, de seguida o pé direito ao encontro de um sol radiante. Mais um belo dia de Verão. Um verão eterno que dura sem parar. Olha para o céu relembrando os dias antigos a procura de nuvens. Uma esperança que nunca morre, assim como a que se encontra no andar por cima dela. Caminhando em direção a um banco de jardim. Deixando suas pegadas na areia. Quase como um fóssil do passado que anda a deixar o seu rosto no mundo futuro. O banco em ferro enferrujado pelo tempo. Se senta delicadamente nele. Como se fosse uma pessoa. Não o é. Mas é mais uma memoria que nega em deixar partir. Uma memoria de quando todo florescia, todo sorria. Uma memoria de tempos felizes. Poucos são os minutos ali passados. Saindo quase que a correr em direção a cozinha. Agora com o liquido meio que verde na mão volta a caminhar lentamente, desta vez em direção as escadas de madeira. Sem se poder apoiar sobe lentamente, com cuidado para não cair. Afinal os seus ossos gritam a cada passa que ela da. Degrau após degrau, subindo até alcançar o topo das escadas. Agora a frente da porta parada sem saber se entrar ou não. Sabe que tem que entrar, apenas se questiona se pode esperar mais um minuto ali relembrando as suas memorias que as mantém vivas. O tempo passa a ser medido pelos batimentos de seu coração, até que ganha coragem se entrar. Pousa delicadamente o recipiente no chão e bate a porta. Se esqueceu que não precisa mais de o fazer. Que ninguém lhe vai responder. Por momentos tinha voltado aos dias de gloria. Abre a porta e lá esta ela deitada no mesmo local onde a deixou a noite.Se levanta caminhando, arrastando os velhos sapatos pelo chão. Como se seus pés fossem duas cobras a rastejar. Se dirige até ao escuro da despensa. Sem hesitar leva a sua mão para dentro. Aos poucos se perde de vista na escuridão que reina na dispensa. Um local frio e escuro como as noites de inverno devem ser. Passado alguns segundos a mão volta para a luz intacta. Carregando alguns legumes que outrora foram mais frescos. Volta a se arrastar, agora em direção do balcão de mármore. Sente-se os legumes caírem com descuido sobre a pedra. Como se estivem a ser condenados por um crime que não cometeram. Mas o juiz não quer saber, apenas quer castigar alguém pelo crime. Seus joelhos se dobram. Os ossos mostram sinais de cansaço. Gritam entre si, mas ninguém consegue ouvir os seus gritos por ajuda. O embater dos dedos contra madeira de um pequena porta que não tarda em se abrir. Mais uma vez a mão se aventura em território desconhecido Como se fosse um pequeno herói das historias que sua mãe lhe contava quando era pequena. Historias que mais tarde contou a sua filha. Historia que agora não habitam mais seus pensamentos. O pequeno herói voltar a sair intacto da sua missão. Desta vez com uma pequena panela de ferro. Apesar do seu tamanho reduzido o seu peso é extenso. O que leva ao auxilio da outra mão. Agora bem segura a levanta. Voando como um super-herói. Como aqueles dos quadradinhos que lhe as tias distantes lhe ofereceram num natal passado. Aquelas tias que todo mundo tem que nem sabiam que sua filha existia. Quanto mais que era uma rapariga e não um rapaz. Aqueles superes que são indescritíveis, que nada os consegue quebrar. Fábulas dos tempos modernos. Se ouve o som de dois titans em choque. Ferro contra ferro. Panela pousando no fogão. Um pouco de agua e os legumes se juntam lá dentro. Um fosforo acende-se. Indo rapidamente em direção a boca do fogão com medo de queimar seus dedos. O testo por cima aprisionando os legumes. Passado uns minutos se consegue ouvir a sua angustia sendo cozidos na agua a ferver. Sem que ninguém os consiga salvar. Não tarda muito para a cozinha se encher com o seu típico cheiro quase comestível. Até que o fogo do fogão se extingue. O testo sobe e o vapor aprisionado é libertado na atmosfera. Os legumes agora já cozinhados, mas ainda em estado solido são retirados para outro recipiente onde vão encontrar as laminas já pouco afiadas varinha. O que se segue relembra um batalha onde as tropas são esmagadas pelo o inimigo. Até que o resultado é um liquido de uma cor meio que verde.

Deixa a repousar. Aproveitando para sair pela primeira vez de hoje pela porta principal da casa. Primeiro o pé esquerdo, de seguida o pé direito ao encontro de um sol radiante. Mais um belo dia de Verão. Um verão eterno que dura sem parar. Olha para o céu relembrando os dias antigos a procura de nuvens. Uma esperança que nunca morre, assim como a que se encontra no andar por cima dela. Caminhando em direção a um banco de jardim. Deixando suas pegadas na areia. Quase como um fóssil do passado que anda a deixar o seu rosto no mundo futuro. O banco em ferro enferrujado pelo tempo. Se senta delicadamente nele. Como se fosse uma pessoa. Não o é. Mas é mais uma memoria que nega em deixar partir. Uma memoria de quando todo florescia, todo sorria. Uma memoria de tempos felizes. Poucos são os minutos ali passados. Saindo quase que a correr em direção a cozinha. Agora com o liquido meio que verde na mão volta a caminhar lentamente, desta vez em direção as escadas de madeira. Sem se poder apoiar sobe lentamente, com cuidado para não cair. Afinal os seus ossos gritam a cada passa que ela da. Degrau após degrau, subindo até alcançar o topo das escadas. Agora a frente da porta parada sem saber se entrar ou não. Sabe que tem que entrar, apenas se questiona se pode esperar mais um minuto ali relembrando as suas memorias que as mantém vivas. O tempo passa a ser medido pelos batimentos de seu coração, até que ganha coragem se entrar. Pousa delicadamente o recipiente no chão e bate a porta. Se esqueceu que não precisa mais de o fazer. Que ninguém lhe vai responder. Por momentos tinha voltado aos dias de gloria. Abre a porta e lá esta ela deitada no mesmo local onde a deixou a noite. 

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