Os minutos passam e com ele passa a maior
parte da magica corrida até a cartola do Peixe-Esqueleto. As paisagens pelos
dois corridas são iguais as anteriores apenas mudando os padrões de cor. O que
nos leva a acompanhar os ponteiros do relógio até perto do fim da corrida. É
neste momento que ela se encontra prestes para acabar. Ao fundo de uma dos
vales se encontra novamente uma porta. Talvez estejam num plano circular e
voltassem ao mesmo local de partida ou é apenas uma porta com as mesmas
características da anterior. Mas assim que ele a vê sabe que chegou a hora de
acabar com a corrida magica. Por isso começa a fazer uso das suas barbatanas
que usa como se fossem asas. Fazendo movimentos como se estive a nadar. Ouvindo o som dos seus ossos se movendo
rapidamente e criando um ciclo de vento. Cada vez ganha mais velocidade. O que
não demora muito a conseguir alcançar a menina. Pouco mais falta para alcançar
a cartola, mas ainda existe o problema que conseguirem chegar novamente ao
solo, mas isso fica para umas linhas a frente, agora acompanhados a
espectacular corrida.
- Anda, estamos quase a o apanhar. Tens que
dar aos braços e as pernas como se estivesse a nadar para conseguir o alcançar.
Esse é o recado que o Peixe-Esqueleto deixa a
menina assim que passa ao lado dela. A sua velocidade e seus ventos criados
pelas suas habilitadas de "nadar" nos céus fazem que o cabelo da menina
entre numa dança furiosa que tapa os seus olhos. Não se lembrando que precisava
dos molhos das flores que tinha presos entre suas mãos os larga para retirar o
cabelo da frente de seus olhos. Assim que os dedos se abrem lentamente, as
flores começam a se elevar mais alto. Fogem por entre seus dedos como se fossem
feitas de fumo. Agora perdendo altitude a menina entra em pânico. Lágrimas
começam as descer pelo seu rosto, seus gritos de medo se podem ouvir ao longe.
A descida é moderada devido ao ainda grande numero de flores de ar quente que
ela possui em seu vestido. Pouco a pouco chega até ao solo onde pousa em cima
de mais flores. Uma aterragem suave e sem problemas que logo troca as lágrimas
e gritos por sorrisos e saltos de alegria de quem quer repetir novamente o
feito. Não muito longe dali encontra-se o Peixe-Esqueleto agora quase
alcançando a sua majestosa cartola. Um grande imporão com suas barbatanas. Tão
grande que o impacto criado entre suas barbatanas batendo em seu corpo criam um
pequeno som digno de uma tempestade de Inverno. Sua boca vai a frente aberta
como a de um tubarão. O vento entra por ela e volta a sair por entre seu corpo
oco coberto de flores de ar quente. Em questão de segundo a boca do peixe se
encontra ao alcance da sua cartola. A fecha ferozmente para se certificar que
ele não volta a fugir. Agora com a cartola de volta na sua posse começa a
retirar as flores de ar quente de seus bolsos, e de seu corpo. Ao contraio da
menina ele tira elas todas até ficar completamente vazio. A sua queda é muito
mais feroz. Mas não chora nem grita, apenas sorri por entre os dentes para não
deixar cair a sua cartola. O seu corpo cai em queda livre com o vento passando
por seu corpo até que finalmente alcança o solo. Caindo em cima das flores que
se começam a elevar lentamente. Após se levantar tira a cartola da boca e a
posiciona no seu devido local. A seguir com suas barbatanas dá uma pequena
confirmação para se certificar que não partiu, ou perdeu algo dos seus
numerosos ossos.
Agora que a corrida terminou com os dois no
solo. Eles se voltam a encontrar em frente de uma porta. Ansioso por que a
menina abra a porta o Peixe-Esqueleto volta a sugerir que saiam dali. Que
partam a descoberta de um novo mundo. Eles são tantos e imagináveis que podem passar
as suas vidas a viajar, dês de que ela esteja disposta a fazer o pagamento
necessário.
- Vamos, vamos descobrir o próximo. - Diz-lhe
ele enquanto dá pulos de alegria que nem uma criança. Vamos nos divertir ainda
mais no próximo. Apenas tens que me dar a cor dos teus olhos e podes abrir a
porta.
A menina entusiasmada com as palavras e acções
do Peixe-Esqueleto pega na chave que relembra um caule e roda a primeira vez a
chave. O som reproduzido relembra choros de tristeza. Roda mais uma vez. São
choros certamente que são. Roda a terceira vez e a porta se abre perante eles.
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