segunda-feira, 30 de março de 2015

Capitulo X

Os minutos passam e com ele passa a maior parte da magica corrida até a cartola do Peixe-Esqueleto. As paisagens pelos dois corridas são iguais as anteriores apenas mudando os padrões de cor. O que nos leva a acompanhar os ponteiros do relógio até perto do fim da corrida. É neste momento que ela se encontra prestes para acabar. Ao fundo de uma dos vales se encontra novamente uma porta. Talvez estejam num plano circular e voltassem ao mesmo local de partida ou é apenas uma porta com as mesmas características da anterior. Mas assim que ele a vê sabe que chegou a hora de acabar com a corrida magica. Por isso começa a fazer uso das suas barbatanas que usa como se fossem asas. Fazendo movimentos como se estive a nadar.  Ouvindo o som dos seus ossos se movendo rapidamente e criando um ciclo de vento. Cada vez ganha mais velocidade. O que não demora muito a conseguir alcançar a menina. Pouco mais falta para alcançar a cartola, mas ainda existe o problema que conseguirem chegar novamente ao solo, mas isso fica para umas linhas a frente, agora acompanhados a espectacular corrida.
- Anda, estamos quase a o apanhar. Tens que dar aos braços e as pernas como se estivesse a nadar para conseguir o alcançar.
Esse é o recado que o Peixe-Esqueleto deixa a menina assim que passa ao lado dela. A sua velocidade e seus ventos criados pelas suas habilitadas de "nadar" nos céus fazem que o cabelo da menina entre numa dança furiosa que tapa os seus olhos. Não se lembrando que precisava dos molhos das flores que tinha presos entre suas mãos os larga para retirar o cabelo da frente de seus olhos. Assim que os dedos se abrem lentamente, as flores começam a se elevar mais alto. Fogem por entre seus dedos como se fossem feitas de fumo. Agora perdendo altitude a menina entra em pânico. Lágrimas começam as descer pelo seu rosto, seus gritos de medo se podem ouvir ao longe. A descida é moderada devido ao ainda grande numero de flores de ar quente que ela possui em seu vestido. Pouco a pouco chega até ao solo onde pousa em cima de mais flores. Uma aterragem suave e sem problemas que logo troca as lágrimas e gritos por sorrisos e saltos de alegria de quem quer repetir novamente o feito. Não muito longe dali encontra-se o Peixe-Esqueleto agora quase alcançando a sua majestosa cartola. Um grande imporão com suas barbatanas. Tão grande que o impacto criado entre suas barbatanas batendo em seu corpo criam um pequeno som digno de uma tempestade de Inverno. Sua boca vai a frente aberta como a de um tubarão. O vento entra por ela e volta a sair por entre seu corpo oco coberto de flores de ar quente. Em questão de segundo a boca do peixe se encontra ao alcance da sua cartola. A fecha ferozmente para se certificar que ele não volta a fugir. Agora com a cartola de volta na sua posse começa a retirar as flores de ar quente de seus bolsos, e de seu corpo. Ao contraio da menina ele tira elas todas até ficar completamente vazio. A sua queda é muito mais feroz. Mas não chora nem grita, apenas sorri por entre os dentes para não deixar cair a sua cartola. O seu corpo cai em queda livre com o vento passando por seu corpo até que finalmente alcança o solo. Caindo em cima das flores que se começam a elevar lentamente. Após se levantar tira a cartola da boca e a posiciona no seu devido local. A seguir com suas barbatanas dá uma pequena confirmação para se certificar que não partiu, ou perdeu algo dos seus numerosos ossos.
Agora que a corrida terminou com os dois no solo. Eles se voltam a encontrar em frente de uma porta. Ansioso por que a menina abra a porta o Peixe-Esqueleto volta a sugerir que saiam dali. Que partam a descoberta de um novo mundo. Eles são tantos e imagináveis que podem passar as suas vidas a viajar, dês de que ela esteja disposta a fazer o pagamento necessário.
- Vamos, vamos descobrir o próximo. - Diz-lhe ele enquanto dá pulos de alegria que nem uma criança. Vamos nos divertir ainda mais no próximo. Apenas tens que me dar a cor dos teus olhos e podes abrir a porta.

A menina entusiasmada com as palavras e acções do Peixe-Esqueleto pega na chave que relembra um caule e roda a primeira vez a chave. O som reproduzido relembra choros de tristeza. Roda mais uma vez. São choros certamente que são. Roda a terceira vez e a porta se abre perante eles. 

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